Mês: novembro 2018

Eu era um solteiro solitário

Chega um ponto da sua vida que você cansa da solidão, certo? Bem, eu
era um desses caras. Solteiro há mais de dois anos, nunca havia ficado
com alguém desde então. E por uma razão muito simples: eu detestava sair
de casa. Não que meu problema fosse falta de beleza ou de caráter. Pelo
contrário, eu não era de se jogar fora e simplesmente preferia me isolar
de todo tipo de diversão barata e danosa, como ficar muito louco nos
fins de semana após cheirar maconha. No fundo, eu sabia que um dia encontraria alguém que
fosse compatível com os meus padrões de personalidade. Além disso, o
fato de meus pais terem morrido há poucos meses era mais um motivo pelo
qual eu optei em não sair muito de casa. De qualquer forma, sempre fui
um cara quieto, praticava meus hobbies e me entretia sozinho. Os poucos
amigos que fiz foram na escola, mas eu já estava cheio deles, eram todos
nerds babacas e eu vivia na simplicidade. Ah, não vou negar que sentia
um pouco de inveja por eles, já que estavam sempre ficando com várias
garotas, e alguns já tinham seus relacionamentos bem sucedidos. Para
completar, adicione um pouco de timidez a tudo isso, e a coisa se
transforma em uma verdadeira merda. Acho que você já deve ter percebido
que minha vida é monótona e chata. Minha rotina era acordar todos os
dias para trabalhar num posto de gasolina que ficava cerca de 15 minutos
de caminhada da minha casa. Durante meu tempo livre, geralmente só fico
dormindo e assistindo vídeos aleatórios no YouTube. De certa forma, a
internet era a minha única fonte real de entretelimento, e eu passava a
maior parte do tempo lendo notícias ou vendo pornografia. Afinal, eu não
era de ferro.
Um dia, percebi que eu poderia criar um perfil num desses sites de
relacionamentos online. Minha escolha foi o Badoo, pela grande
quantidade de usuários cadastrados e por estar no topo da lista de
aplicativos do gênero. Agora, possivelmente eu poderia conhecer alguma pessoa legal
que gostasse de viver da mesma forma que eu, embora sabia que a maioria
de pessoas no Badoo procurava sexo casual e encontros sem compromisso. Infelizmente, todas as garotas da minha área pareciam nem me notar. Então eu tomei a decisão
de gastar
meus últimos centavos para me promover no aplicativo de encontros e
talvez conseguir alguma chance real de conhecer alguém. Bem, acabou por
dar certo. Logo, minha caixa de mensagens estava cheia de solicitações
de conversas. Bati papo com algumas moças, a maioria eram
universitárias e com bons empregos. Quando eu me formei no ensino médio,
estava de saco cheio de estudar, então, fazer faculdade definitivamente
não estava nos meus planos. Eu sempre fui um cara bastante simpático e
persuasivo, então não demorou muito para que eu marcasse um encontro
pelo Badoo. Seu nome era Nicole, 24 anos, estudante de enfermagem e um
belo sorriso. Combinamos de nos encontrar a noite, em um bar próximo.
O encontro foi ótimo, tomamos alguns drinques e eu acabei ficando
muito bêbado, enquanto ela me contava sobre a sua futura formatura e
sobre o sonho realizado de concluir o curso. Nicole era uma jovem
encantadora e parecia não se importar com o fato de eu não fazer muita
coisa na vida. Tudo parecia girar a minha volta, e eu a convidei para ir
até minha casa sem exitar. Por incrível que pareça, ela aceitou
sem pensar, e fomos embora.
No dia seguinte, eu acordei no sofá da sala. Olhei para os lados,
mas não vi nenhum sinal de Nicole. Chamei pelo seu nome, mas não obtive
resposta. Minha cabeça doía e eu não conseguia me recordar do que havia
se passado nas últimas horas. Preocupado, andei pela casa e procurei em
todo lugar pela moça, mas não encontrei absolutamente nada. Imaginei que
ela teria ido embora por algum motivo de força maior, e deixei uma
mensagem privada em seu WhatsApp. As horas passaram, e estranhei o fato
de não receber notícias de Nicole. Ela não havia visualizado minha
mensagem, e estava inativa no aplicativo desde a hora que nos
encontramos. Ao abrir o Badoo, chamei outras garotas e acabei por esquecer do estranho incidente. Na verdade, minha popularidade no app estava bem elevada, e eu
comecei a conversar com outra garota, desta vez uma jovem de 21 anos chamada Carol.
Fiquei surpreso com a quantidade de coisas em comum que tínhamos, e eu achei que havia uma
química muito boa entre nós dois com o desenrolar das mensagens.
Diferente de Nicole, Carol parecia mais tímida e reservada, e demorou um
tempo até que ela se interessasse em sair comigo. Novamente, escolhi o
bar perto de casa como ponto de encontro. Carol era linda, agradável e
simpática. Conversamos durante um longo período de tempo, e entre
beijos,, a convenci de ficar comigo naquela noite.
De repente, eu acordei lentamente com a luz do sol que entrava pela
janela da sala de estar. Confuso, lembrei de que tive um encontro com
Carol, mas não passava de um borrão na minha mente. E para aumentar
minha confusão, ela não estava comigo. Esfreguei meus olhos, e notei que
algo não estava certo. Minha cabeça doía, e ao olhar num espelho
próximo, percebi que meu rosto estava coberto de marcas e arranhões,
parecendo que foram feitos por unhas. Assustado, peguei meu celular e
enviei uma mensagem para Carol, perguntando se ela sabia que porra tinha acontecido
comigo. O dia se passou, e não recebi nenhuma resposta. Acabei
concluindo que, tanto Carol quanto Nicole não haviam gostado das minhas
atitudes mesquinhas e decidiram me deixar sozinho. “Tinha que ser isso”,
eu pensei. Achei melhor parar de me preocupar com o ocorrido, afinal, elas não
eram as únicas garotas do mundo. E os arranhões? Bem, ela deve ter me
arranhado enquanto transávamos loucamente, foi isso. Decidi parar de
usar o Badoo por um tempo.
Em um fim de semana, com a chegada do verão, eu decidi que organizaria a bagunça de minha casa,
e limparia tudo que pudesse, já que o porão estava começando a cheirar
muito mal. Enquanto tirava algumas caixas de tralhas do caminho, recebi
uma notificação do Badoo, avisando sobre uma nova mensagem.
Imediatamente, me recordei das situações estranhas que haviam acontecido
comigo. Peguei meu celular, e nervosamente, olhei para
a notificação. Era de uma garota que eu não conhecia, chamada Isadora.
Pensei em responder mais tarde e continuar a limpar minha casa, mas algo
me deteve, um sentimento de inquietação e interesse me moveram a iniciar
uma conversa com a garota. Bem, eu ainda estava sozinho, e não custava
tentar contatar uma nova pessoa. Descobri que ela só estava interessada em
fazer sexo. Mesmo assim, acabei saindo de casa no mesmo momento para ir ao seu
encontro, pois eu já estava entediado e não tinha nada de melhor para
fazer. E quem recusaria uma oportunidade como esta?
Era noite, eu acordei assustado com um barulho estranho. Confuso, eu
novamente lembrei de que havia saído para ir a um encontro. Eu estava prestes a gritar “mas que porra é essa!” quando ouvi
passos vindos de cima de onde eu estava. Eu congelei de medo, pensei
rapidamente que Isadora deveria estar ali comigo, só podia ser isso.
Enquanto meu coração batia rapidamente, eu pulei de susto com um som de
notificação vindo do meu celular. Os sons de passos haviam parado. Será
que eu estava sonhando? Decidi levantar e checar o aparelho. Para minha
surpresa, Nicole havia me enviado uma nova mensagem. A mensagem
dizia: “Oi, vamos nos encontrar?”. Sonolento, eu respondi: “Onde?”. Após
alguns segundos de silêncio, sem resposta de Nicole, eu ouvi um forte
estrondo no meu porão. Saí correndo para verificar o que havia
acontecido. Ao entrar lá, sinto um forte cheiro de carne podre que me deixa enjoado e com
náuseas. Aperto o botão do interruptor da lâmpada, e tudo faz sentido
para mim.”Nunca mais ficarei sozinho. Agora, posso me encontrar com minhas garotas sem sair de casa,
basta ir no porão”, eu penso, sorridente.

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Quando a música te surpreende

Olá meu caro leitor. Vem cá, vamos conversar um pouquinho. Imagine aí na sua imaginação, que você é um músico. Talvez você seja mesmo, quem sabe… então, você está pensando em criar uma música nova, porém não vem nenhuma ideia que te agrade. O que você faz? As opções são: um, procura inspirações em canções antigas; dois, deixa a tarefa de lado e vai fazer outra coisa; três, vai ler um post aqui do Tecnologia Acessível até a inspiração chegar? Dê a sua resposta! Vamos lá, o tempo está passando! E soou o sininho indicando o fim do tempo. E qual a sua resposta? Opção três é claro!
Tá legal, falando sério, a mais indicada seria a primeira opção, buscar inspiração em músicas antigas. pois você pode regravar e fazer uma versão nova. Pode até ficar mais interessante ou agradável que a primeira! Mesmo assim nunca devemos desprezar a versão original, pois sem ela as regravações subsequentes não existiriam.
Todo esse meu falatório para te apresentar a três regravações maravilhosas de músicas que a versão original é um pouquinho diferente, ou muito, depende.
Começando com a canção: “I want to know what love is” da banda Foreigner!
Se liga na música que logo você vai perceber que já ouviu ela antes com uma certa cantora nos vocais.

Muito show não é? A tradução dessa música é linda, um amorzinho só. Essa canção foi lançada no ano de 1984. Eu não a conhecia, mas gostei desse tempo mais lento que a versão popular da música.
Já vou chegar nela, espera um pouco.
A próxima regravação é brasileira. A canção leva o nome de “foi você quem trouxe” com as vozes da dupla sertaneja Edson e Hudson.

Tenho que admitir que não achei tão interessante quanto as versões americanas. Juro que não é preconceito com as versões em português. Para não ser tão injusta, eu notei algo muito legal na canção do Edson e Hudson: o instrumental ficou muito bem feito, nota dez. A letra está um pouco diferente da tradução da canção original, mas está falando de amor, é isso o que importa. Além disso, sabemos que no caso da letra é necessário fazer adaptações, pois a tradução para outra língua faz com que muitas palavras não rimem e fica bem estranho quando tudo é literal.
Por fim, a última versão dessa música, que na minha opinião é a mais conhecida, mais bonita, mais romântica e tal.

Essa Mariah Carey arrebenta! A voz dessa mulher é inigualável! O instrumental ficou diferente na regravação, com o piano fazendo suas aparições, ficou tudo perfeito. Todo mundo cantando: “eu quero saber o que é o amor! Eu quero que você me mostre!”. Eu disse que ia parar de trazer música triste, estou cumprindo minha promessa, meu caro leitor.
Temos agora na versão original uma dupla! Eu sempre gostei dessa próxima música, principalmente pela voz masculina, porém nunca procurei o nome desse cantor. Os americanos vivem fazendo parceria nas canções não é? Eles adoram isso. Enfim, escute que amorzinho de música e prometo parar de usar a palavra amor no diminutivo nesse post:

Piano dá um charme todo diferente… que coisa mais bonita. Então, a versão dessa canção em nossa língua é do cantor Gustavo Lima! Talvez você até já saiba de qual se trata.
Escuta então se for fã, ou só para dar uma comparada nas duas e dar o seu veredito:

Resolvi citar essa música após assistir um vídeo do canal “o não famoso”, recomendo muito. Ele chamou a música de plágio, só que eu não sei se ele está certo, ou se é regravação. Mas que as músicas são parecidas, isso elas são e ninguém pode negar.
Essas maravilhas musicais estão fazendo você pensar em amores? Crushs? paixonites? Já fizeram você suspirar, meu caro leitor? São inspiradoras, românticas e fofas Porém, se nenhuma delas derreteu seu coração de gelo, vou lançar minha última cartada!
Para fugir dessa coisa de só falar de músicas em inglês, vamos para uma em espanhol!
A versão original é do cantor Cali Y El Dandee e se chama Yo te Esperaré.
Talvez minha tática para quebrar seu coração de gelo não funcione meu caro leitor! Essa já é uma música um pouco triste, se você ler a tradução vai perceber isso muito bem. Então, não ouçam meu conselho e não leiam a tradução da canção! Sim, eu sou contraditória.
Aqui está o link para você julgar se ela é romântica, triste ou as duas coisas ao mesmo tempo.

Por mais incrível que seja, a versão em português dessa canção é um forrozinho. Não ria, estou falando sério.
A música ficou legal pra caramba. Eu não sou fã de forró, nenhum pouquinho, mas eu não posso ignorar quando a coisa é bem produzida e fica um mimo. Talvez eu tenha gostado tanto por que eu adoro a versão original. Não sei, mas o fato é que ficou muito lindo e eu bato palmas para quem fez essa versão.
Dê uma chance e escute pelo menos até o refrão, não custa nada, vamos lá:

Eu encontrei até uma versão da dupla Simone e Simaria, porém esse forró ficou imbatível. Quem diria que eu ia gostar tanto dessa versão? Primeiro foi o Justin Bieber com Despacito, agora um forró derivado da música em espanhol, o que posso dizer, isso prova que cada música pode conquistar a gente de formas diferentes e inesperadas!
Antes de finalizar, notei uma curiosidade entre os nomes das canções. Veja só: a primeira música do post se chama “I want to know what love is”, ou seja, “eu quero saber o que é o amor”; a versão em português se chama “foi você quem trouxe”; a segunda música se chama “just give me a reason”, traduzindo seria: “Apenas dê me uma razão”; a versão em português ganhou o título: “Diz pra mim”; a terceira e última se chama “yo te esperaré”, a versão em português ficou: “eu te esperarei”. Viu? As canções em inglês recebem nomes completamente diferentes e desconexos em português comparando com o título dela na língua original. Já em espanhol foi feita a tradução do título certinho. Claro que essa coincidência linda no caso da terceira canção, não se estende a letra, pois nela há muitas modificações. De qualquer forma, ficou maravilhosa. Acho que por hoje já falei bastante meu caro leitor. Fique aí curtindo as músicas e nos vemos em breve!
Dó, ré, Mil lágrimas de amor.

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Você bebeu Red Bull nos últimos meses?

Se você bebeu Red Bull de setembro para cá, espero com todo meu coração
que você esteja se sentindo bem. Mas temo por você.

Não vou escrever meu nome, pelo medo do que fariam comigo se
descobrissem que estou escrevendo isso. Vou me chamar de Zed. Eu
trabalhei por mais de sete anos em uma das fábricas de produção de Red
Bull na Áustria. Era um bom emprego. Eu conseguia sustentar bem minha
esposa e filhos. A maioria das pessoas que trabalhavam lá eram
austríacos nativos, mas eu sou de um país ocidental (novamente, não vou
identificar muito mais além). Fui para a Áustria a turismo quando era
novo, conheci minha esposa, e nunca mais fui embora.

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