Mês: maio 2019

Surpresa Cinematográfica

Quem disse que o cinema nacional não é legal? Bem, eu disse. Caro leitor, a gente fica julgando filmes ou livros antes de conhecer e pode acabar não descobrindo e desfrutando de obras maravilhosas! Essa foi minha grande lição quando saí com meus amigos.
Um deles sugeriu o filme “Minha Fama de Mau”. Tivemos uma pequena discussão, pois eu queria assistir qualquer outro. Até que as outras opções eram interessantes também. No fim das contas fomos todos ver esse mesmo. E olha só que surpresa: amei muito a história e todas as músicas!
Quando voltei para casa, fui procurar a trilha sonora para ouvir mais um pouco.
Se você não ouviu falar desse filme vou dar uma ideia do que ele fala. A história mostra a trajetória musical e um pouco da vida pessoal do cantor e compositor Erasmo Carlos. Portanto um bom trecho fala do movimento da Jovem Guarda.
Vemos desde a amizade dele com o também cantor Roberto Carlos, os shows que faziam no programa de televisão, o relacionamento dele com a mãe, o envolvimento dele com a música desde a adolescência. Realmente é muito interessante!
Agora vamos falar das músicas que me chamaram a atenção: a primeira está no trailer e tem o mesmo nome do filme.

Uma curiosidade que descobri em uma entrevista do Erasmo Carlos é que algumas pessoas criticaram as músicas dele. Diziam que eram machistas e tal. Quando fui ouvir e prestar atenção, entendi o que quiseram dizer. Mas, como bem observou um outro amigo meu, tem muitas coisas que a alguns anos atrás eram consideradas normais e hoje não são mais. É injusto criticá-lo por algo que fazia sucesso naquela época.
Sobre a música “Festa de Arromba”, vemos no filme que os jornalistas diziam que o Roberto Carlos e o Erasmo Carlos tinham uma richa. Algo sobre um fazer mais sucesso que o outro. Então o Erasmo Carlos fez a canção citando todos os grandes nomes da música da Jovem Guarda para mostrar que ninguém estava com raiva de ninguém, que a competição, se houvesse, era algo saudável.
Eu já tinha ouvido essa canção algumas vezes, então foi muito legal descobrir em que contexto e por qual motivo ela foi criada.

Também é super animada e contagiante! Curto muito essa música!
Voltando a falar do protagonista dessa história, o Erasmo Carlos teve uma fase ruim na vida onde ele não conseguia compôr, ficou péssimo, não queria mais saber de música nem de nada. A próxima música é mostrada exatamente nesse momento da vida dele.
Pela letra podemos perceber como ele se sentia naquele ponto da trajetória de vida dele.
Na entrevista que já mencionei acima, ele comenta que saiu dessa fase ruim sozinho e conseguiu dar a volta por cima.

Bem lenta, calma e tranquila com uma letra melancólica e reflexiva. Uma excelente canção.
Um fato interessante são os atores que interpretam o Erasmo Carlos, o Roberto Carlos e a Vanderléia: Chay Suede, Gabriel Leone e Malu Rodrigues respectivamente. Todos escolhidos pelo próprio Erasmo. E o mais interessante na minha opinião foi que eles são cantores além de atores. Desse modo puderam colocar as músicas da Jovem Guarda cantadas de verdade pelo ator do filme que estivesse na cena em questão, pois interpretam os músicos na época da juventude. Foi um cuidado que trouxe um carisma e um toque original ao filme.
Para finalizar, vou colocar aqui a música que ouvi vezes sem conta dessa trilha sonora. Além dessas outras já citadas que são minhas favoritas.

Não é uma canção fofa? Gosto dela principalmente porque conta uma pequena história e no último refrão as palavras são modificadas, pois ele já conquistou o brotinho! risos.
As gírias daquele tempo eram engraçadas. Fiquei um tempão pensando porque raios o jeito de chamar as moças era “broto”. E a conclusão que cheguei é que elas seriam como flores que desabrocham, lindas e encantadoras. E antes de desabrochar as flores são brotos. Não sei se meu raciocínio está correto, mas vamos acreditar que está, não é, caro leitor?
Agora me despeço, pego emprestada a lambreta do rapaz ali da canção e deixo para quem se interessar, a entrevista do compositor Erasmo Carlos de onde tirei algumas das informações que citei aqui no texto.
Dó, ré, mais cinema nacional!

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